Tabela N° 7 – Índices de Ansiedade-traço distribuídos por grupos com
TCAP e sem TCAP
Ansiedade
|
Grupos |
Total |
||||
|
Sem
TCAP |
Com
TCAP |
N |
% |
|||
|
N |
% |
N |
% |
|||
|
1 |
6 |
8,22 |
2 |
2,74 |
8 |
10,96 |
|
2 |
21 |
28,77 |
6 |
8,22 |
27 |
36,99 |
|
3 |
2 |
2,74 |
2 |
2,74 |
4 |
5,48 |
|
4 |
11 |
15,07 |
11 |
15,07 |
22 |
30,14 |
|
5 |
3 |
4,11 |
9 |
12,33 |
12 |
16,44 |
|
Total |
43 |
58,90 |
30 |
41,10 |
73 |
100,00 |
Teste
Exato de Fisher: p-valor = 0.0173
No
Gráfico no. 1 apresentamos o percurso da porcentagem dos sujeitos nos 2 grupos,
do mesmo cruzamento citado acima, localizados por níveis de
ansiedade-traço. Pode-se perceber que a
porcentagem dos sujeitos com TCAP aumenta
conforme aumenta o nível de ansiedade. E a porcentagem dos sujeitos sem
TCAP, ao contrário, apresenta uma porcentagem alta nos níveis mais baixos de
ansiedade e tende a diminuir conforme
aumenta o nível de ansiedade, encontrando-se os dois grupos claramente num
ponto médio comum de 50% no nível médio de ansiedade. Este gráfico confirma os
resultados já apontados nos quadros anteriores, de que os sujeitos com TCAP deste estudo apresentaram maiores níveis
de ansiedade-traço do que os sujeitos do grupo-controle.
Gráfico N° 1 – Porcentagem dos sujeitos por nível de ansiedade-traço

Teste
exato de Fisher: p-valor = 0,0173
|
EIXO X |
------ 1 –
5 NÍVEIS DE ANSIEDADE -TRAÇO |
|
EIXO Y |
% DE SUJEITOS POR GRUPO ---p--- Grupo
com TCAP
---¢---
Grupo controle |
Quando comparados os índices da ECAP
com ansiedade-traço (Tabela n.o 8), os resultados também apresentaram
diferenças com relevante significância estatística de p-valor = 0,0003,
mostrando que os adolescentes que não apresentaram compulsão alimentar na
escala, concentraram-se entre os
índices menores de ansiedade, e os adolescentes que apresentaram compulsão
alimentar moderada e grave, concentraram-se entre os índices maiores de
ansiedade-traço. Este resultado era esperado para uma escala considerada de
confiabilidade para a avaliação da compulsão alimentar.
Tabela N° 8 – Comparação entre
Ansiedade-Traço por ECAP
|
TCAP |
N |
Média |
D.P. |
Mínimo |
Mediana |
Máximo |
|
G |
7 |
3,71 |
1,11 |
2,00 |
4,00 |
5,00 |
|
M |
32 |
3,63 |
1,26 |
1,00 |
4,00 |
5,00 |
|
S/TCAP |
34 |
2,35 |
1,12 |
1,00 |
2,00 |
5,00 |
Teste de
Kruskal-Wallis: p-valor = 0,0003
G=
Grave; M= Moderada; S/TCAP= sem TCAP
A
verificação da concordância entre a Escala de Compulsão Alimentar Periódica e o
diagnóstico de TCAP (considerado padrão-ouro), mostrou índice de moderado a
alto, conforme indica o Quadro no. 3, comprovando resultados anteriores da
literatura (RICCA et al. 2000; ISNARD, et al. 2003) em que comprovam a validade
da ECAP em relação aos critérios diagnósticos do DSM-IV. A análise feita em
nosso estudo para verificar a concordância, uitilizou o coeficiente Kappa cujos
valores de concordância são os seguintes:
Kappa
< 0,40 – Concordância fraca
0,40
£ Kappa £ 0,75 – Concordância moderada
Kappa
> 0,75 – Concordância alta
Quadro N° 3 – Resultados de concordância da
ECAP
|
|
|
Intervalo
de Confiança 95% |
|
|
|
p |
Inf. |
Sup. |
|
Sensibilidade |
96,67 |
80,95 |
99,83 |
|
Especificidade |
76,74 |
61,00 |
87,72 |
|
VP+ |
74,36 |
57,57 |
86,40 |
|
VP- |
97,06 |
82,95 |
99,85 |
|
Acurácia |
84,93 |
74,21 |
91,88 |
Sensibilidade
= proporção de positivos verdadeiros
Especificidade
= proporção de negativos verdadeiros
VP+ =
Preditividade positiva – proporção de positivos verdadeiros em relação a todas
as predições positivas.
VP- =
Preditividade negativa – proporção de negativos verdadeiros em relação a todas
as predições negativas.
Acurácia = proporção de predições corretas (soma de positivos e negativos verdadeiros).
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Assim como os resultados encontrados
neste trabalho, uma correlação significativa entre obesidade e transtorno de
compulsão alimentar também foi encontrada no estudo de RICCA et al. (2000), com
300 mulheres obesas, utilizando-se os
mesmos instrumentos deste estudo: entrevista, ECAP e IDATE. Resultados
semelhantes também foram encontrados num estudo retrospectivo de STRIEGEL – MOORE, et al. (2004) com
jovens mulheres, que também aponta no grupo com TCAP índices mais altos
de IMC que no grupo sem transtorno alimentar. O estudo de ISNARD et al. (2003),
com adolescentes de obesidade severa, aponta que os sintomas de compulsão
alimentar são frequentes na população estudada. Um estudo também retrospectivo
com adolescentes obesas de STICE-ERIC, et al. (2002), aponta o comer compulsivo
como um sério fator de risco para a obesidade, e seus resultados indicam que
este transtorno pode prognosticar o
surgimento da obesidade. Novos estudos necessitam ser realizados principalmente
com adolescentes, porém, de maneira geral a literatura tem indicado esta
associação entre comer compulsivo e obesidade, como encontramos no grupo de
adolescentes de nosso estudo, de forma bem evidente.
COUTINHO & POVOA (2002), também apontam
nesta associação uma relação causal, na qual o comer compulsivo seria o agente
causador ou facilitador da obesidade. Apontam também que a gravidade do comer
compulsivo parece estar relacionada com o grau de obesidade. Além disto, estes
autores afirmam que os obesos comedores compulsivos apresentam um início do
quadro de obesidade mais precoce do que os não compulsivos; apresentam ainda uma maior prevalência de
flutuação de peso e passam mais tempo de sua vida adulta tentando perder peso.
Outros estudos já indicados no início deste trabalho também apontam estas
associações.
Todos estes aspectos indicam o risco
clínico do transtorno do comer compulsivo no indivíduo obeso quer seja o adulto
ou adolescente. A importância de olharmos para estas questões é evidente se
retomarmos as colocações apresentadas
por WADDEN, (1999); COUTINHO & POVOA (2002), em que evidenciam a
obesidade como uma doença de difícil tratamento e elevada taxa de recidiva
diante da dificuldade para a manutenção da conquista de perda de peso. Tanto WADDEN (1999) quanto FONSECA et al. (2001)
apontam a obesidade como um transtorno dos mais refratários, evidenciado a
maior dificuldade não na perda de peso, mas na manutenção deste peso
satisfatório conquistado. Aliado a isto, as pesquisas já evidenciadas no início
deste trabalho, têm indicado que quanto mais cedo começa a obesidade, mais
difícil se torna para o indivíduo se ver livre dela. Podemos supor então que
para o adolescente, o comer compulsivo
associado com a obesidade, além do fato de ser um fator de risco por si mesmo, parece ser um indicativo das dificuldades
que este adolescente pode encontrar em sua vida adulta, na luta contra a perda
de peso, ou manutenção de um peso saudável. Além de indicar que, dietas restritivas
que pressupõem o emagrecimento podem não
atingir o que esteja provocando ou facilitando a obesidade, se
considerarmos o transtorno do comer compulsivo como um possível causador ou
facilitador da mesma.
Neste
estudo, os resultados não mostraram uma correlação significativa entre índices
de IMC e ansiedade nos adolescentes
obesos, indicando que o adolescente de
maior obesidade, não apresentou maior ansiedade associada. Os resultados de
outros estudos como de PASTORE et al. (1996) com estudantes de ensino médio que
comparou a obesidade com auto-estima e ansiedade (utilizando o IDATE), indicaram que tanto a auto-estima quanto a
ansiedade dos estudantes obesos também não apresentaram diferenças em relação
aos não obesos. Da mesma forma, o estudo de
ISNARD et al. (1993), utilizando o IDATE, não apresentou diferenças
significativas de resultados para ansiedade, entre o grupo de obesos e o grupo
controle. RICCA, et al. (2000) também utilizando o
IDATE não encontraram correlação entre
ansiedade e obesidade, estudando pacientes adultos. O estudo de ZIPPER et al. (2001) com crianças e adolescentes
obesos e diabéticos, também utilizando o IDATE, por sua vez, apontou que os
jovens obesos têm significativamente maiores índices de ansiedade
e outros distúrbios psicopatológicos que os jovens diabéticos. ZIPPER et al. (2001) apresentam apenas os
escores de ansiedade-traço e não os de ansiedade-estado e salientam, como já
citado no início deste trabalho, que os transtornos mais frequentes na
população infantil em geral são os transtornos de ansiedade. Consideram ainda
que esta constatação remete a uma noção clássica da dependência excessiva dos
sujeitos obesos ao seu entorno, ao círculo familiar com uma ansiedade de
separação e uma crítica pobre, um evitação de contatos sociais, confinando as
crianças e adolescentes ao círculo familiar. E complementam que é difícil de
precisar se esta dependência no modo de relacionamento precede a obesidade, ou
se é consequência do “handicap” social imposto pela nossa cultura aos sujeitos
obesos.
O
estudo de JORN et al. (2003), que utiliza outros instrumentos para avaliação da
ansiedade, apontou que para as mulheres, a obesidade está associada com níveis
significativamente altos de sintomas de
ansiedade, diferentemente dos homens que não apresentaram esta relação.
A
partir destes resultados pode-se entender que o adolescente obeso pode ser mais
ansioso que o adolescente não obeso ou diabético, porém o grau de sua obesidade
não implica no grau de sua ansiedade, ou seja,
o mais obeso não necessariamente é mais ansioso que o menos obeso. Por
outro lado pode-se pensar também que
para o adolescente, a obesidade em si mesma nem sempre é geradora de
ansiedade, e a preocupação com o peso corporal ligada a fatores de risco mais
sérios como morbimortalidade que poderia gerar ansiedade, tende a surgir mais
tarde, no jovem adulto, e principalmente entre mulheres, como evidencia DIETZ
(1997).
Os
resultados nem sempre concordantes entre os diversos estudos citados acima,
indicam a necessidade da realização de novas pesquisas na população de adolescentes obesos. Vale lembrar a
grande preocupação que ZIPPER et al. (2001)
apresentam em seu estudo não só em relação à ansiedade mas com outros
sintomas e distúrbios psicopatológicos em adolescentes, onde referem que é possível que a obesidade não seja o
pior indicativo de risco para saúde mental, mas está associada com outros
fatores de risco que precisam ser considerados, e cremos mais estudados, como a ansiedade. E neste
sentido, assim como Zipper et al., nós podemos considerar que a ansiedade enquanto sintoma pode ser um sério
indicativo de risco de transtorno mental ansioso para os jovens obesos.
Uma
correlação significativa que os resultados de nosso trabalho mostram é a
associação entre o transtorno de compulsão alimentar e a ansiedade-traço nos
adolescentes obesos, indicando que o adolescente com compulsão alimentar
mostrou-se com maior grau de ansiedade que o adolescente que não apresentou
compulsão alimentar. Estes resultados apresentam semelhanças com outros estudos
que também utilizaram o IDATE, como o
estudo de MATOS et al. (2002) no
primeiro estudo publicado no Brasil sobre a prevalência de sintomas psiquiátricos numa amostra de
adultos com obesidade III, e que encontrou uma alta correlação entre TCAP e
sintomas de ansiedade. E o estudo de
PINAQUY et al. (2003), que mostrou como
esperado, segundo estes autores,
que os sujeitos (mulheres obesas) com TCAP exibiram escores mais altos
de depressão, ansiedade e perseverança
ao stress que os sujeitos sem TCAP.
Da
mesma forma, o estudo que mais se aproxima de nosso trabalho em população de
adolescentes obesos é o de ISNARD et
al. (2003), que encontrou níveis de
ansiedade significativamente mais elevados nos sujeitos com TCAP que nos
sujeitos sem TCAP. Segundo estes autores, a sintomatologia da compulsão
alimentar aumenta com a gravidade da ansiedade. Resultados semelhantes pode-se
observar em nosso trabalho quando comparados os resultados da ECAP com
ansiedade-traço em que os índices de ansiedade aumentam conforme também aumenta
a gravidade da compulsão alimentar. ISNARD et al. (2003) salientam que a relação
de seu estudo entre compulsão alimentar e ansiedade foi um achado único, e que
esta relação não tem sido ainda descrita na população adolescente. Na revisão
bibliográfica desta pesquisa, também não foram encontrados outros estudos que
verifiquem esta associação na população adolescente, quer no Brasil ou em
outros países.
Em
nosso estudo podemos observar que os adolescentes com TCAP apresentaram índices
maiores, não só de ansiedade-traço, como de ansiedade-estado (Tabela n.o 5), o
que pode indicar que os adolescentes
com o transtorno tendem a responder de maneira ansiosa em quaisquer situações
de vida, quer de forma momentânea ou de maneira constante. E os adolescentes
com compulsão alimentar apresentaram-se mais ansiosos, de forma geral, que os
adolescentes sem compulsão alimentar.
Esta associação pode ser um indicativo de que indivíduos com personalidades mais ansiosas seriam mais propensos a desenvolver o transtorno de compulsão alimentar, e em consequência, teriam mais propensão também para desenvolver a obesidade. A compulsão alimentar pode estar sendo originada ou intensificada pela ansiedade, e aí poderíamos supor um círculo vicioso no qual a ansiedade gera compulsão alimentar, que gera obesidade, que provoca mais ansiedade, e assim por diante:
Ansiedade Þ Transtorno de compulsão
alimentar Þ Obesidade Þ ansiedade Þ TCAP Þ Obesidade Þ
E desta forma um realimenta o
outro continuamente.

BATTISTONI
(1996) em vários pontos de sua tese também se refere a um círculo vicioso “ao
qual o adolescente obeso está sujeito, ou seja, ao fato de se voltar à comida
como única forma garantida de prazer, sempre que sofre rejeições e diminuição
em sua auto-estima pelo fato de ser gordo”.
Em nosso estudo não abordamos a auto-estima ou rejeição. Porém, da mesma
maneira, nele os adolescentes obesos parecem voltar-se para a comida como uma
forma de aliviar uma sensação emocional desconfortável.
É
interessante lembrar que dentre os critérios que diagnosticam o transtorno de
compulsão alimentar estão sintomas bastante incômodos de culpa, angústia, ou
repulsa por si mesmo, que por si só seriam sentimentos passíveis de gerar
ansiedade.
O
contato clínico com pacientes obesos, relatos dos participantes dos grupos para
emagrecimentos, e a observação empírica de pessoas obesas no trabalho diário
clínico, assim como a literatura tem mostrado que para muitas pessoas o ato de
comer muitas vezes vai além da necessidade de satisfazer a fome, e tem sugerido
que no ato de comer compulsivamente possa estar implicada a satisfação de
outras necessidades implícitas ao psiquismo, como a necessidade de aliviar uma
sensação ou um estado de ansiedade.
Para
BATTISTONI (1996), VIUNISKI (1999), PARIZZI
e TASSARA (2001), o alimento pode representar para o sujeito muito mais
do que a satisfação da necessidade fisiológica, e assumir significados afetivos
dos mais diversos, desde amor e prêmio, até castigo ou alívio de tensões. Desde
as primeiras experiências de vida, ao ser alimentado, o bebê pode fazer a
associação entre o alimento e sensações prazeirosas, para aliviar sensações de
desprazer. VIUNISKY (1999) aponta que
quando uma mãe tende sempre a responder
ao choro do filho com comida, sem saber o motivo do choro, ensina-lhe que suas
angústias ou sofrimentos podem ser resolvidos com o alimento, e acrescenta que
"entender cada choro ou desconforto da criança como fome, e saciá-lo
através do leite, é impedir que ela desenvolva outras estratégias para suportar
as frustrações". A criança pode
aprender a procurar comida toda vez que sentir angústia ou necessidade de
segurança e proteção diante de situações adversas do mundo. Ou pode procurar
comida nos momentos de raiva, porque foi alimentada mesmo quando seu choro era
de raiva. A criança que não identifica corretamente seus desejos, sentimentos,
necessidades, não identifica a diferença entre a fome e a vontade de comer.
VIUNISKY (1999) observa que, no futuro essa criança, quando se sentir irada, e
com vontade de agredir, poderá lançar mão do antigo mecanismo: comer. E irá,
erroneamente sentir-se com necessidade de comer em momentos de maior ansiedade.
Teríamos
que investigar a história pessoal dos adolescentes deste estudo para verificar
a existência desta dinâmica psíquica. Porém ela nos parece ser um caminho a
perseguir no entendimento do mecanismo que envolve o transtorno de compulsão
alimentar e a ansiedade na clínica do adolescente obeso. No acompanhamento a
grupos de obesos percebemos que o adulto identifica com certa frequência seus
momentos de ansiedade ligados a compulsão, e é comum ouvirmos esta fala: “Esta
semana comi demais, não consegui me controlar porque estava muito ansiosa”. E
inúmeras vezes em nosso contato com os adolescentes ou seus pais ouvimos a
seguinte afirmação do jovem: “Acho que como demais quando estou ansioso”; ou
dos pais: “Percebo que ele come muito porque é muito ansioso”.
Num
texto de 1936, "Apetite e perturbação emocional" Winnicott (1993)
apresenta vários casos de crianças com perturbações de apetite e em um deles
especialmente diz: "come demais, claramente como defesa contra a
ansiedade" referindo-se a uma garota púbere que desde pequenina começa a manifestar
o comportamento de "roubar" a atenção de outros da irmã mais velha.
Esta tendência vai aumentando ao longo do tempo até chegar ao que Winnicott
chama de "compulsão da mais nova de roubar à irmã toda criança e todo
adulto que passa a significar alguma coisa para ela". E mais adiante ele
completa: "não é surpreendente que a voracidade da menina não se dirija
apenas a pessoas. Ela também come demais, claramente como defesa contra a
ansiedade, e às vezes sua gordura se eleva a níveis pouco saudáveis. Qualquer
tentativa de pô-la em dieta produz agitação e acerbidade temperamental".