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Artigos
NOSOLOGIA PREVALENTE NA POPULAÇÃO INFANTO-JUVENIL ATENDIDA EM AMBULATÓRIO DE SAÚDE MENTAL DE SANTA LUZIA-MG E ÍNDICES PARA PLANEJAMENTO EM SAÚDE

Candiani, M , Alessandra Ávilla


6 de junho de 2006
NOSOLOGIA PREVALENTE NA POPULAÇÃO INFANTO-JUVENIL ATENDIDA EM AMBULATÓRIO DE SAÚDE MENTAL DE SANTA LUZIA-MG E ÍNDICES PARA PLA

 

NOSOLOGIA PREVALENTE NA POPULAÇÃO INFANTO-JUVENIL ATENDIDA EM AMBULATÓRIO DE SAÚDE MENTAL DE SANTA LUZIA-MG E ÍNDICES PARA PLANEJAMENTO EM SAÚDE.

 

AUTORES: Candiani, M[1], Alessandra Ávilla[2]

OBJETIVOS - Estudar a nosologia prevalente entre 422 pacientes de 0 a 18 anos exclusive, de ambos os sexos, atendidos no ambulatório de Saúde Mental de Santa Luzia, cidade de 203989 habitantes (IBGE) e oferecer dados para orientar a criação de serviços substitutivos em saúde mental.

MÉTODOLOGIA - Entrevistas psicológicas e psiquiátricas, não estruturadas, baseadas na Classificação Internacional de Doenças 10 edição (CID 10), realizadas entre 9/5/2005 e 18/1/2006. Os dados obtidos foram quantificados por processos estatísticos e comparados com a literatura em geral (MEDLINE). Agrupamos os transtornos mentais para efeito de estatística e planejamento em saúde. Utilizamos a média da percentagem obtida no Utilization of health and mental health services;                                                                                                   thre epidemiologic catchment área sites (ECA), em 3 cidades americanas e aplicamos as dados obtidos à população de Santa Luzia (CENSO 2002), depois comparamos a população atendida no ambulatório aos dados estimados, e posteriormente fizemos o mesmo a partir dos dados obtidos no Brasilian Multicentric Study of Psychiatric morbidity;metodological features and prevalence estimates, em 3 cidades brasileiras (agrupamento semelhante), para que obtivéssemos estatisticamente dados válidos no ambulatório estudado e pudéssemos usar estes dados para predizer, ou estimar necessidades da população em geral, numa região onde estudos de população ainda não realizados.

1) As entrevistas foram realizadas pelos dois autores do artigo, que coletaram os dados diagnósticos separadamente;

2) a população estudada tem idade inferior a 18 anos;

3) os casos foram agrupados e diagnosticados segundo critérios da DSM II, para se adequarem ao modelo dos estudo ECA e do estudo multicêntrico brasileiro;

            4) os grupos foram submetidos a tratamento estatístico e comparados.

            No estudo multicêntrico brasileiro as amostras foram variadas: 1876 em Porto Alegre, 2656 em São Paulo, etc, mas corrigidas estatisticamente para N = 2000, como estratégias de homogenização da das amostras. Não foi necessário nenhum trabalho de validação QUI-QUADRADO  uma vez que utilizamos dados de estudos duplo-cegos multicêntricos e randomizados, com P<0,05. Calculada a média destes estudos, esta foi aplicada para calcular a morbidade psiquiátrica na população de Santa Luzia (180.000 habitantes no CENSO IBGE 2002) e corrigida para 203.989 habitantes referente a 2003. 

 

RESULTADOS

 

Tabela 1 – ECA X PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS ESPERADA EM SANTA LUZIA X MORBIDADE PSIQUIÁTRICA ATENDIDA EM SANTA LUZIA

 

New Haven, Conn

Baltimore

St. Louis

MÉDIA DO ECA

1984

PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE SANTA LUZIA

MORBIDADE ESPERADA PARA A POPULAÇÃO DE 203989 HAB. CENSO IBGE

QUALQUER DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO - DSM 3

 

586

(19,16%)

838

(24,07%)

611

(20,33%)

 

(21,19%)

 

422

(100,00%[MC1] )

 

43225

(21,19%)

 

Abuso/dependência de substâncias

180

(5,89%)

208

(5,98%)

181

(6,03%)

 

(5,97%)

0

 

12172

(5,97%)

Transtornos Esquizofreniformes

36

(1,18%)

46

(1,32%)

23

(0,77%)

 

(1,09%)

9

(2,13)

2223

(1,09%)

Distúrbios afetivos (inclui distimia)

229

(7,49%)

175

(5,03%)

219

(7,29%)

 

(6,60%)

 

125

(29,62%)

 

13463

(6,60%)

 

Dist. Ansiedade e somatoformes (iclui fobia, pânico toc e somatização)

233

(7,62%)

530

(15,23%)

264

(8,79%)

 

(10,55%)

 

220

(52,13%)

18990

(10,55%)

 

Personalidade Antissocial

18

(0,59%)

21

(0,60%)

46

(1,53%)

Só se aplica a maiores de 18 anos

-

-

Prejuízo Cognitivo Severo

39

(1,28%)

60

(1,72%)

71

(2,39%)

 

(1,80%)

68

(16,11)

3672

(1,80%)

POPULAÇÃO TOTAL

3058

3481

3004

3181

422

 

203989

 

 

 

TABELA 2 – COMPARAÇÃO ENTRE UM ESTUDO MULTICÊNTRICO DE PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS BRASILEIRO X PREVALÊNCIA ESPERADA PARA A POPULAÇÃO DE SANTA LUZIA X POPULAÇÃO INFANTO-JUVENIL AVALIADA NO AMBULATÓRIO DE SAÚDE MENTAL DE SANTA LUZIA

 

Brasília

 

(%)

 

 

Pop

1,2M

 

 

 

 

N=2000

São

Paulo (%)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

N=2000

Porto Alegre (%)

 

 

Pop

2,0M

 

 

 

 

N=2000

MÉDIA DO ESTUDO NACIONAL DE PREVALÊNCIA DE TR. MENTAIS

1997

ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE SANTA LUZIA

N=422

MORBIDADE ESPERADA PARA A POPULAÇÃO DE 194.000 HAB. CENSO IBGE 2002

Dist. Ansiedade

352

(17,6%)

 

212

(10,6%)

192

(9,6%)

 

(12,6%)

 8

(1,9%)

 

25825

Fobias

334

(16,7%)

152

(7,6%)

 

282

(14,1%)

 

(12,8%)

8

(1,9%)

25825

Tr.Somato-dissociativos

162

(8,1%)

56

(2,8%)

96

(4,8%)

 

(5,2%)

 

8

(1,9%)

25825

TOC

14

(0,7%)

 

-

42

(2,1%)

 

 

(1,4%)

 

1

(0,42%)

2039

Tr. Ajustamento

40

(2,0%)

 

12

(0,6%)

(1,6%)

32

 

(1,4%)

 

177

(41,94)

2856

Estados depressivos

56

(2,8%)

 

38

(1,9%)

 

(10,2%)

204

 

(4,9%)

 

78

(18,48%)

9996

Mania e ciclotimia

8

(0,4%)

 

6

(0,3%)

 

22

(1,1%)

 

 

(0,6%)

 

16

(3,79)

1224

Tr.Psicóticos

6

(0,3%)

 

18

(0,9%)

 

48

(2,4%)

 

 

(1,2%)

 

9

(2,13)

2448

Abuso/dependência de álcool

160

(8,0%)

 

152

(7,6%)

 

184

(9,2%)

 

 

(8,27%)

 

0

16868

Tr. Aprendizagem

60

(3,0%)

 

52

(2,6%)

 

68

(3,4%)

 

 

(3,0%)

 

6

(1,42)

16870

Todos os casos

1010

(50,5%)

 

682

(34,1%)

 

850

(42,5%)

 

 

(42,37%)

 

422

203989

 

 

 

Gráfico 1 – Estudo estatístico do atendimento de 422 pacientes ambulatoriais, no período de maio de 2005 a janeiro de 2006, no Ambulatório de Saúde Mental de Santa Luzia, Minas Gerais

 

 

 

CONCLUSÃO – O desenho da prevalência nosológica sustenta a necessidade de organização de serviços de maior complexidade para o atendimento em saúde mental em Santa Luzia, considerando as seguintes proposições:

1-     a demanda do serviço ambulatorial de psiquiatria de Santa Luzia não acompanha as proporções esperadas para a morbidade populacional do município a partir de projeções do ECA e do Multicêntrico Brasileiro. Predominam no serviço os casos de Hiperatividade e Transtorno de Conduta, Seguido por Transtornos Afetivos (depressão, mania, ciclotimia), Retardo Mental, Transtornos Psicóticos, Transtornos Somatoformes Dissociativos e Transtornos de Aprendizagem. Estes dados fazem pensar que o serviço ainda está ligado a resposta a clássicas demandas feitas a psiquiatria e que o serviço tende a ter um alto percentual de atendimento vinculado aos transtornos psiquiátricos crônicos e incapacitantes, diferentemente de estudos de morbidade feitos em população.

2-     Os portadores de Fobias e Transtornos Mentais e de Comportamento procuram pouco o serviço, se compararmos o percentual de atendidos com o percentual de portadores destes transtornos supostamente existentes na população gera, especialmente a partir dos dados comparativos com o estudo multicêntrico brasileiro.

3-     os dados demonstram a existência de uma demanda reprimida significativa no município, e a título de exemplo vale observar que se supostamente a prevalência de Transtornos Bipolar do Humor (antiga Psicose Maníaco Depressiva) na população geral de Santa Luzia, está estimada em 1224 portadores do transtorno, somente 16 (indivíduos até 18 anos) destes estão em atendimento ambulatorial. Existe supostamente uma demanda reprimida de aproximadamente (1224 – 16) 1208 portadores de tr. bipolar, no município (grande parte atendida no ambulatório de adultos).

4-     Segundo a Organização Mundial de Saúde, seria necessário um CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial da Infância e Adolescência)/  para cada 70.000 habitantes. Como a população estimada pela própria prefeitura de Santa Luzia é de 203989 habitantes, seria necessária a criação de um destes serviços funcionando 24 horas por dia, e a criação de mais ambulatórios de psiquiatria, distribuídos pelos centros de saúde, da cidade, com maior número de profissionais da área de saúde mental. O município tem apenas 01 psiquiatra da infância e adolescência e 4 psicólogos especializados na área infanto-juvenil. Seriam necessários pelo menos 01 psiquiatra para cada 50.000 habitantes, segundo dados do CFM, que segue diretrizes internacionais.

DISCUSSÃO - Os dados encontrados no serviço indicam a discrepância entre o número de pacientes atendidos no serviço e os estimados na população geral, indicando o número de demanda reprimida na região, e, portanto a insuficiência do serviço, singularizando o serviço, no contexto da política de Reforma Psiquiátrica, em Minas Gerais. Dados indicam a necessidade de se criar um ou CAPSi em Santa Luzia, MG, bem como a necessidade de se incentivar a criação de estratégias de atendimento ambulatorial específica para os portadores de Transtornos Afetivos, Transtornos Psicóticos e Transtornos de Ansiedade, prevalentes no serviço. O número de dependentes químicos atendidos no serviço é nulo.

 

BIBLIOGRAFIA

        

1)                  WILLIAM E ET ALL. -rquives of General Psychiatry – 2002 59 (2) pag 115-123 Revised Prevalence of Mental Disorders In The USA; using a clinical significance criterion to reconcile 2 Survey´s Estimates.

2)                  SHAPIRO, SAM ET ALL – Arquives of General Psychiatry, 1984, 4 (10) Pg 971-8978 –– Utilization of Health And Mental Health Services; Three Epidemiologic Catchment Area Sites (ECA).

3)                  ALMEIDA-FILHO, NAOMAR ET ALL. Brittish Journal Of Psychiatry, 1977 , 171, Pg 524-529. Brazilian Multicentric Study of Psychiatric Morbidity; Metodological Features and Prevalence Estimates.

4)                  Arquives of General Pshychiatry, 2000, Vol 57, Pg 223-224 – Community Diagnosis Counts.

5)                  WILLIAM E ET ALL. Arquives of General Psychiatry – 2002 59 (2) Pg 115-123. Revised Prevalence of Mental Disorders In The  USA;Using a clinical significance criterion to reconcile 2 Survey´s Estimates.

6)                  SHAPIRO, SAM ET ALL. Arquives of General Psychiatry 1984, 4 (10) Pg 971-8978 –– Utilization of health and mental health services; three Epidemiloogic Catchment Area Sites (ECA).

7)                  ALMEIDA-FILHO, NAOMAR ET ALL. British Journal of Psychiatry, 1977 , 171, Pg 524-529. Brazilian Multicentric Study of Pshychiatric Morbidity; Metodological Features and Prevalence Estimates.

8)                  Arquives of General Pshychiatry, 2000, Vol 57, PAG 223-224 – Community Diagnosis Counts

9)                  CENSO IBGE 2002.

10 )     SHAPIRO, SAM ET ALL .40 year Stirling Country Study  13 –year follow up do Baltimore Epidemiologic Catchment Area (ECA) Study, feito por clínicos com as escalas SCIC e SCAN se fosse feito com psiquiatras teria obtido menores taxas de morbidade psiquiátrica – crítica aos 2 estudos (ref. 4)    

 

                  

CONTATO:  marcio_candiani@yahoo.com.br Praça Guimarães Rosa 31/201-Cidade Nova- Belo Horizonte-MG. CEP 31.170.060- (31) 3484-2875



[1] Psiquiatra pela Residência de Psiquiatria IRS FHEMIG, Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência, membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria

[2] Psicóloga da Infância.


 [MC1]comorbidades


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